Falta de retorno espanta patrocínio em times de várzea

Diferentemente do que ocorre com clubes ou times das principais divisões de campeonatos estaduais ou nacional, times de várzea não costumam atrair
patrocínio da iniciativa privada. Como consequência, são obrigados a organizar eventos ou contar com apoio de amigos e pequenos comércios para bancar os gastos.
Para o professor e coordenador do curso de Marketing da Universidade Metodista de São Paulo, Marcelo Cruz, o desinteresse das empresas se deve ao fato de não haver retorno financeiro no tipo de patrocínio. Normalmente o retorno esperado pode ser medido de duas maneiras: mídias (quando a marca aparece numa foto do jornal, revista ou na TV) e pelos produtos da marca vinculados ao time, como camisetas.
"Como a cobertura da imprensa nesta modalidade é extremamente pequena, o empresário entende que não há retorno e, consequentemente, não investe no clube”, explica.
Segundo Cruz, normalmente as empresas esperam retorno rápido, o que dificulta ainda mais o patrocínio nas modalidades amadoras. “Se até clubes grandes da primeira divisão têm problemas para fechar contratos, imagine os menores”, completa.
Entre as maneiras de tentar mudar o cenário está maior cobertura jornalística dos times e dos respectivos campeonatos, além de incentivo por parte do governo federal. “Assim como a Lei Rouanet concede isenção fiscal para empresas que investem em ações culturais, por que não fazer algo parecido dedicado ao esporte?”, questiona o especialista.
Sobrevivência
Exemplo da dificuldade de manter um clube amador com diversas categorias é o Jardim Lavínia Esporte Clube, de São Bernardo. Com aproximadamente 60 jogadores, a diretoria (formada por 12 integrantes) precisa de cerca de R$ 17 mil por ano. “Isto é o suficiente para fazermos o básico”, afirma o presidente do clube, José da Silva, o Ceará.
“Alguns times organizam eventos, outros fazem vaquinha entre os participantes para levantar o dinheiro necessário ou contam com apoio de pequenos estabelecimentos comerciais no fornecimento de alguns itens. Grandes empresários não investem no futebol amador porque acreditam que não terão lucro com isso”, lamenta.

Foto: Marciel Peres

 http://www.reporterdiario.com.br/Noticia/338173/falta-de-retorno-espanta-patrocinio/
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Sobre Breno Junior

Lado a Lado com o esporte do Grande ABC. Amante e entusiasta do Esporte no interior do ABCDM.
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