FUTEBOL AMADOR TEM 111 CAMPOS À DISPOSIÇÃO NO ABCD

Praças esportivas abandonadas ou sem condições de uso não foram contabilizadas no mapeamento

É praticamente impossível quantificar os campos de futebol nas sete cidades da Região, afinal basta um gramado em pequeno espaço para que
seja construída, nem que seja, uma mini praça esportiva. Entretanto, não existem tantas assim em condições para a disputa de campeonatos. Um levantamento feito pelo ABCD Maior aponta que há 111 campos em boas condições de uso e utilizados em campeonatos da várzea. Por ser restrito aos times profissionais, o Bruno José Daniel (Santo André) e o Anacleto Campanella (São Caetano) não fazem parte da contagem.
Cerca de 40% dos estádios estão em São Bernardo. São 39 ao todo, sendo três com gramado sintético e três com iluminação, o que não é tão comum na Região. A seguir aparece Mauá com 28, Santo André (20), São Caetano (12), Diadema (4), Ribeirão Pires (4) e Rio Grande da Serra (4). Os demais campos, aqueles que não integram a lista, ficam à disposição apenas para amistosos.
Ex-jogadores que atuaram em épocas mais antigas recordam que haviam mais praças esportivas há 20 anos, mas a especulação imobiliária e  obras das prefeituras acabaram desativando diversos campos, principalmente em Utinga, bairro de Santo André. A cidade perdeu mais de 15 nas décadas de 1980 e 1990. Times extintos que perderam seus campos: Ana Neri, Búfalo, SE Camilópolis, Flor da Vila, Santos, Guarani, Fluminense, Utinga e Metalúrgica, entre outros. O Alvi Negro foi um dos que se mantem até hoje. O último a ficar sem seu espaço foi o Curuçá, que tinha um grande número de torcedores naquela época.
Os dirigentes reconhecem que nem todos apresentam boas condições, ainda que os mais simples possuem vestiários em condições razoáveis. Além disso, a várzea não perdeu a sua essência: 70% dos campos são de terrão. Poucos municípios, porém, se dão ao luxo de ter piso sintético – que aguenta mais partidas sem se desgastar – e iluminação para a realização de jogos noturnos. Os duelos organizados sem luz natural são raros, restritos quase na totalidade a São Bernardo e Diadema.
As praças esportivas de terrão ou gramado natural prejudicam o espetáculo. “Nossa cidade é uma exceção porque ainda mantemos muitos campos e temos três com grama sintética (Baetão, Lavínia e Riacho Grande) e em breve será inaugurado mais um: o do clube Corinthians, o Corintinha, mas fazemos uma média de oito campeonatos por temporada”, descreve o presidente da Liga de São Bernardo, Saul Lino. O Estádio Primeiro de Maio só é requisitado para jogos de decisões dos campeonatos.
Um campo - Em Rio Grande da Serra, o menor município do ABCD, o torneio local é jogado em praticamente um estádio, o Edmundo Nóbrega (Teixeirão). Há ainda mais três opções quando necessário: o Ferrovia (ocupado com quermesse), o Gaivota (em reforma) e o Pedreira. Os três são de terrão. 

Por: Edélcio Candido  (edeldcio@abcdmaior.com,br)

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Sobre Breno Junior

Lado a Lado com o esporte do Grande ABC. Amante e entusiasta do Esporte no interior do ABCDM.
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