MARCÍLIO DIAS ENTRA COM RECURSO PARA TENTAR TIRAR VAGA DO RAMALHÃO

Catarinenses alegam que Santo André relacionou lateral Rodrigo Ninja de maneira irregular no jogo de domingo

Derrotado pelo Santo André em campo, no domingo (25/08), o Marcílio Dias tentará na justiça esportiva voltar à
Série D do Campeonato Brasileiro e, por consequência, eliminar o Ramalhão. A esperança dos catarinenses é que o time do ABCD seja punido com a perda de pontos por ter relacionado o lateral-esquerdo Rodrigo Ninja, que esteve no banco de reservas em três partidas do Botafogo (PB), também pelo Nacional.
“Já entramos com recurso no STJD (Superior Tribunal de Justiça Desportiva) tentando cancelar o jogo deles de domingo (no dia 1º de setembro contra o Metropolitano, pela partida de ida das oitavas de final). No entender do nosso departamento jurídico, o Ninja ficou no banco de maneira irregular”, declarou ao ABCD MAIOR o diretor social e de comunicação do Marcílio Dias, Jânio Flávio. No fim da tarde desta quarta-feira, o STJD recebeu o pedido de liminar dos catarinenses e adiantou que o caso será analisado, o mais breve possível, pelo presidente do tribunal, Flavio Zveiter.
O Marcílio se apega no parágrafo único do artigo 48, que diz: “A possibilidade de transferência de um atleta de um clube para outro, na mesma competição, deverá constar necessariamente do Regulamento Específico da Competição”. E, de fato, não existe nada nas regras da Série D que cite isso. Por outro lado, o artigo 46 fala que “o atleta cujo nome constar da súmula na qualidade de substituto e não participar da partida poderá transferir-se para outro clube, na mesma competição, desde que, mesmo como substituto, não tenha sido apenado (punido) na competição”. Ninja não entrou em campo pelo Botafogo, compondo apenas o banco de reservas.
Domingos Savio Zainaghi, presidente do tribunal esportivo da Associação Paulista de Futebol, está do lado do Santo André. “Como existe omissão (referindo-se ao parágrafo único do artigo 48), pode se entender que não há tal possibilidade (de se proibir a contratação de Ninja pelo Ramalhão). A lei deve ser interpretada em favor do jogador (citou o artigo 46), que, inclusive, é um trabalhador e não pode ter seu direito de trabalhar”, comentou.
O Marcílio ainda acrescenta que tentou inscrever o atleta Thiago Cristian semana passada na Série D, que jogava no Metropolitano, e não levou o plano adiante atendendo a um pedido  justamente da CBF.
“O Marcílio está tentando algumas coisas para justificar para o seu torcedor a desclassificação. Estou totalmente tranquilo. Antes de contratar o Ninja, apuramos todas as condições, fizemos uma consulta à CBF e, recebendo a confirmação de jogo do atleta, é que fizemos a contratação”, defendeu-se o presidente do Ramalhão, Celso Luiz de Almeida.


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Sobre Breno Junior

Lado a Lado com o esporte do Grande ABC. Amante e entusiasta do Esporte no interior do ABCDM.
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