CINCO CAMPEÃS MUNDIAIS DE HANDEBOL TÊM LIGAÇÃO COM SÃO BERNARDO

Duda Amorim, eleita a melhor do torneio, passou pela Metodista; time do ABCD vive outro lado da moeda 

Restavam dois minutos para o fim do jogo e o Brasil empatava com a Sérvia em 20 a 20. Aí apareceu a central Deborah Hannah, da Metodista/ São Bernardo, responsável pelo
gol do título – Ana Paula ainda marcou mais um. A ligação da cidade com a inédita façanha da seleção no Mundial de Handebol não se restringe a esse momento mágico de Deborah. Outras quatro atletas vestiram a camisa do time do ABCD, tido como modelo nas categorias de base graças a um projeto tocado desde 1993.
A armadora Eduarda Amorim, eleita a MVP (melhor jogadora do campeonato) e que hoje atua na Hungria, compôs as equipes cadete e juvenil da Metodista, de 2002 a 2004. Não continuou porque, à época, não havia categorias superiores e ela se transferiu para o São Caetano. “Já dava para perceber que se tornaria uma craque, até porque a irmã dela já era uma craque. A diferença é que a Duda (apelido pelo qual é chamada) é maior e mais forte”, revelou o Gerente de Esportes da Metodista, Alberto Rigolo. 
Mas não para aí. A ponta-esquerda Fernanda França foi moldada no São Bernardo. Formada nas escolinhas do clube, saiu de lá com 24 anos. A goleira Bárbara, melhor da posição no Mundial, e a ponta-esquerda Samira disputaram torneios pelo time principal.
Dureza
O polo revelador de talentos, porém, está com os dias contados segundo Rigolo. O trabalho sobrevive às custas da própria Universidade e da Prefeitura e não há um patrocinador privado. “Cada dia os custos estão mais altos em função do aumento da qualidade dos atletas. Todo ano somos campeões e temos jogadores nas duas seleções, mas sem parceiros. Os empresários da cidade poderiam nos ajudar. Seria pouco dinheiro para o tamanho das empresas daqui”, desabafou Rigolo, que calcula que R$ 200 mil de cinco ou seis parceiros resolveria o problema.
Para bancar as escolinhas e o alto rendimento, a Metodista tem R$ 1,5 milhão à disposição há oito anos, um valor que precisaria ser dobrado para manter a qualidade. “Não sei se esse título vai nos ajudar. Todos os patrocinadores da Confederação vão para a seleção”, opina. 
Todas as atletas citadas na reportagem jogam na Europa e é bem capaz que Deborah também vá. “E viraremos coadjuvantes nos campeonatos. Muitas dessas meninas da seleção querem voltar para cá, mas falta grana”, diz Rigolo. 


Share on Google Plus

Sobre Breno Junior

Lado a Lado com o esporte do Grande ABC. Amante e entusiasta do Esporte no interior do ABCDM.
Postagem mais recente Postagem mais antiga Página inicial