CONCESSÃO NÃO ATRAI INTERESSADOS E DIADEMA SEGUE ARCANDO COM ESTÁDIO INAMAR

Governo reavaliará edital e deve despender R$ 100 mil anuais com campo conforme projeção do secretário de Esporte e Lazer

Sem interessados para a concessão do Estádio José Batista Pereira Fernandes, no Bairro Inamar, o governo do prefeito de Diadema, Lauro Michels (PV), segue arcando com os
custos do local. De acordo com o secretário de Esporte e Lazer, Antonio Marcos da Silva, o Marquinhos, estima que o município despenda pelo menos R$ 100 mil por ano com a manutenção do campo. A administração vai reavaliar o modelo do edital para entender a razão de não atrair a iniciativa privada.
Marquinhos reconhece que a proposta da licitação do estádio não foi considerada viável por empresas e organizações esportivas. De acordo com o secretário, o edital previa que a concessão fosse de 25 anos e a gestora ficaria responsável pelos custos de manutenção, além de construir mais uma arquibancada  - ampliando a capacidade de público de 10 mil para 15 mil -, tribuna de imprensa, aumento no campo as dimensões de campo, e trocar a grama (sintética ou natural). 
Com a licitação fracassada, o governo de Diadema publicou na quarta-feira (08/01) no Diário Oficial a desistência do certame. “Agora vamos pensar no que é viável para nós e por que naufragou essa concessão. A Prefeitura tinha estimado mais ou menos R$ 7 milhões (de investimentos no estádio caso o certame fosse concluído com sucesso). Mas sem a licitação, devemos arcar com R$ 100 mil por ano pela manutenção do estádio”, explica Marquinhos.
Hoje, o estádio abriga os dois times do município, o Esporte Clube Água Santa – está na Série A-3 do Campeonato Paulista 2014 – e o CAD (Clube Atlético Diadema) – joga série equivalente à quarta divisão do estadual. Para receber jogos da terceira divisão, o governo instalou arquibancadas móveis no local para ampliar a capacidade de público para 10 mil espectadores, conforme determina regulamento da FPF (Federação Paulista de Futebol). 
Indagado sobre a possibilidade do Água Santa e CAD ajudarem com os custos do estádio, Marquinhos sinaliza que essa hipótese não será possível. “Poderiam colaborar, mas o (custeio) compete ao município dentro dos convênios que temos com os clubes”, afirma.

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Sobre Breno Junior

Lado a Lado com o esporte do Grande ABC. Amante e entusiasta do Esporte no interior do ABCDM.
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