RAMALHÃO LAVA A ALMA E É CAMPEÃO DA COPA PAULISTA

Debaixo de temporal, Santo André venceu o Botafogo por 1 a 0 diante de mais de 8 mil torcedores em Ribeirão Preto

30 de novembro. Dia de Santo André e final da Copa Paulista envolvendo exatamente o Ramalhão. Em Ribeirão Preto, chuva torrencial no estádio Santa Cruz e o adversário era o Botafogo. Se água não deixou o futebol rolar, o time andreense mostrou mais uma vez fazer coisas inexplicáveis e venceu por 1 a 0, gol de Luiz Matheus, levantando a taça de
campeão, após seis anos sem nenhuma conquista e ainda por cima garantindo vaga na Copa do Brasil de 2015.
Mais: para o torcedor ramalhino e para o clube, o título mostra o momento de reerguimento após diversos insucessos. Tirando a final diante do Santos no Campeonato Paulista de 2010, quando o Ramalhão chega à uma final, vence. Em 2003, a equipe do ABCD venceu a mesma Copa Paulista e no ano seguinte levou o troféu de maior importância em sua história, a Copa do Brasil.

O jogo
A chuva que castigou a cidade de Ribeirão Preto em todo o final de semana prejudicou o gramado e o espetáculo para um público de mais de 8 mil pessoas. As poças se espalharam e a bola não rolava, o que dificultava a qualidade técnica de ambos os times: o Santo André com bom toque de bola, e o Botafogo que utiliza bastante a velocidade.
O clima quente que antecedeu a partida com a diretoria dos mandantes obrigando os jogadores do Ramalhão a aquecer atrás do gol sem muita educação passou para dentro de campo. Tapas e discussões se tornaram comuns. Em uma tentativa de ataque, Rodriguinho foi tocado na área e pediu pênalti, não marcado, o que gerou a revolta dos andreenses. 
A única arma das equipes eram os chutões e a bola parada. Algum perigo no jogo só sairia deste tipo de jogada, e como esperado foi o que ocorreu. Primeiramente o Ramalhão por pouco não marcou de cabeça com Jonas, mas depois sofreu perigo em chute de longe e com a defesa esquisita de Neto.
O marasmo de água para todo lado e quase nenhuma emoção foi quebrada pelo menos um pouco antes do fim do primeiro tempo. Guilherme Garré conseguiu de alguma maneira evoluir com a bola dentro da área e quase achou Rodriguinho em condição de finalizar.
A volta do intervalo trouxe adrenalina proporcionada pelos zagueiros Jonas e Luiz Matheus com furadas nas bolas escorregadias e algum perigo do ataque botafoguense. Na base da vontade conseguiram até chutar uma em gol, mas com defesa fácil de Neto. Do outro lado, Garré achou Muller Fernandes que conseguiu bater forte e obrigar João Lucas a fazer bela intervenção. 
Michael, exausto, deu lugar ao jovem volante Dudu, colocando sangue novo no Ramalhão. Rodriguinho em chute por cima quase venceu o goleiro, que espalmou para escanteio. Neste momento a luta e a batalha do time andreense começou a triunfar aos 27 minutos. Em escanteio, Luiz Matheus subiu mais que todo mundo e conseguiu tirar o zero do placar, o que parecia impossível. 
A partir daí, pressão total do Botafogo. Defesas de Neto, bola no travessão, milagres. No dia de Santo André, o apóstolo abençoou os andreenses sob os gritos dos jogadores de "o Ramalhão voltou!"

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Sobre Breno Junior

Lado a Lado com o esporte do Grande ABC. Amante e entusiasta do Esporte no interior do ABCDM.
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