Água Santa joga fora de casa até quando é mandante

Após a profissionalização, Netuno mandou mais da metade dos jogos longe do estádio do Inamar
 
O campo de jogo tem sido um problema do Água Santa desde a
profissionalização no futebol. O Netuno alcançou dois acessos consecutivos no Campeonato Paulista, um recorde no Estado, mas não emplacou até hoje partidas em sequência como mandante em Diadema. No sábado (07/03), por exemplo, o time do ABCD teria o direito de atuar na cidade contra o Independente, pela oitava rodada da Série A-2, só que não será desta vez - o confronto está marcado para a rua Javari, na Capital. 
Os números expõem a realidade. Em 30 duelos como anfitrião, o Água Santa fez apenas 13 no estádio do Inamar, que também dá nome ao bairro onde se concentra a maioria dos torcedores. Foram 12 jogos no Baetão, em São Bernardo, quatro na Javari e outro em Barueri.
O Inamar, única opção viável em Diadema, foi projetado para atender o futebol amador. Na base do improviso, ajustes são feitos desde 2013, quando o Netuno e o CAD fizeram a estreia no profissionalismo. 
“Foram feitas adequações em cima de um campo de várzea. Na quarta divisão é fácil, mas aí a equipe sobe e o estádio não comporta a capacidade de público exigida (em 2014). Aí, mais recentemente, havia a grama sintética que todo mundo reclamava. A exigência da A-2 é maior. A cidade se preocupa, mas a gente vem acompanhando toda essa correria”, disse o secretário de Esportes de Diadema, Antonio Marcos, o Marquinhos, que chegou a estudar uma área para construir outro estádio no bairro, mas desistiu.
Na última temporada, o Água Santa recebeu a concessão do Inamar pelos próximos 25 anos e se tornou o dono, com a responsabilidade de bancar as obras necessárias. A promessa da diretoria era de que o campo estaria em condições para a estreia do Netuno na A-2, no dia 1º de fevereiro, no clássico com o Santo André, mas não foi o que aconteceu. O gramado, agora natural, atrasou os planos e o clube foi apenas visitante nas sete primeiras rodadas.
“As chuvas atrapalharam e o gramado (que substituiu o sintético) não pegou direito, não ficou do jeito que era para ficar. A gente não queria receber times tradicionais em gramado esburacado”, lamentou Marquinhos. Agora, a diretoria corre para renovar o laudo dos bombeiros para que o Inamar saia da condição de interditado na Federação Paulista de Futebol e esteja à disposição para a 11ª rodada, diante do Batatais. Quem sabe Diadema receba o primeiro jogo na temporada.
“A gente prefere jogar no Inamar, sempre é bom atuar em casa. Se não dá, não dá. Não adianta discutir com a diretoria. Mas é ruim, não fizemos partidas em casa ainda na competição. Se tivéssemos atuado em casa, estaríamos no G-4 (grupo do acesso) agora”, imaginou o técnico Márcio Ribeiro. Atualmente, o Netuno ocupa a oitava posição.
Os vestiários foram reformados, os operários construíram tribuna para a imprensa e montaram arquibancadas tubulares atrás de um dos gols e o gramado está bonito. Mas a “novela Inamar” está longe de um fim. “Agora está com cara de estádio, mas vai precisar de adequações se o Água subir para a A-1”, avisa Marquinhos. 
Apesar dos problemas, o time de Diadema possui a terceira melhor média de público da A-2.
O presidente do Netuno, Paulo Sirqueira, foi procurado pela reportagem, mas não deu retorno.

Fonte: http://abcdmaior.com.br/noticia_exibir.php?noticia=65087
 
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Sobre Breno Junior

Lado a Lado com o esporte do Grande ABC. Amante e entusiasta do Esporte no interior do ABCDM.
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