Pesadelo neste ano, Inamar já vira promessa de arena

Estádio, que está em reformas, não teria condições hoje de receber jogos da Série A-1 do Paulista
 
Apesar de ter conquistado o objetivo do acesso à elite de São Paulo, um fator pouco ajudou o
Água Santa na caminhada durante a Série A-2 do Campeonato Paulista. Com obras atrasadas e paupérrima infraestrutura, o estádio do Inamar deixou o clube na mão por diversas rodadas, sendo utilizado apenas na reta final.
Mesmo assim, o gramado foi criticado por jogadores da casa e os visitantes, tirando outros problemas nítidos: vestiários, cabines de imprensa, camarotes, e disposição de lugares para a torcida. Dono do estádio pelos próximos 25 anos, após conseguir concessão junto à Prefeitura de Diadema, o Netuno já começou as obras para se adequar ao que a FPF (Federação Paulista de Futebol) exige para a disputa da Série A-1.
A prioridade é conseguir colocar o mínimo de 10 mil lugares, e os funcionários já deram início ao processo. A primeira parte, que está no prazo, visa a arquibancada coberta, onde ficarão as tribunas e os camarotes, com capacidade para 1.100 pessoas. “A previsão de entrega é para junho, mas as obras estão adiantadas”, afirmou Revelino Teixeira, o Pretinho, vice-presidente do clube. A segunda etapa é a construção das arquibancadas nas extremidades do campo. Já os vestiários irão para debaixo da arquibancada principal. “Vamos começar a obra em breve. O estádio vai ficar com cara de arena”, revelou o dirigente. 
Já o presidente Paulo Sirqueira confia na conclusão dos trabalhos até outubro, podendo iniciar o campeonato em fevereiro com tranquilidade. “Não vamos disputar a Copa Paulista para podermos estruturar nosso estádio. Vamos atingir o número necessário de torcedores [capacidade de público] e outros acertos”. Fora as arquibancadas, o gramado será novamente trocado e as dimensões, mais uma vez, aumentarão. Fato comemorado pelo técnico Márcio Ribeiro. “A ideia é ter uma arena mesmo. Vai fechar o anel unindo os torcedores, fazer a área da imprensa, ter até restaurante, lojas. O principal é aumentar um campo para o tamanho oficial (105m x 68m) e colocar um gramado bom”, comentou.
Ainda de acordo com a diretoria, empresas privadas estão ajudando nos custos, mas a questão financeira não foi detalhada.
Sem condições - Se o estádio continuar da maneira que está, a chance de receber qualquer partida da primeira divisão é quase nula, ainda mais enfrentar algum time grande em Diadema - sonho da diretoria. Funcionários da FPF (Federação Paulista de Futebol) que trabalham no estádio em dia de jogos foram ouvidos pela reportagem do ABCD MAIOR e confirmaram a situação.
“Hoje seria impossível. Não comporta torcida, nem imprensa, o campo é reduzido e o gramado ruim. Para pegar times de expressão menor já seria difícil, contra um grande precisaria mandar no Primeiro de Maio (estádio do São Bernardo) ou algo do tipo”, disse um fiscal.
Já o ex-atacante Dinei, torcedor do Água e multicampeão com a camisa do Corinthians, comparou uma situação para exemplificar o caso. “Na minha época, quando enfrentávamos o Santos os jogos não podiam ser nem na Vila Belmiro por falta de estrutura, imagina receber uma partida no Inamar. Mas tenho certeza que vão trabalhar para entregar um estádio reformado e em plenas condições”, opinou. 

Foto: Arquivo ABCD MAIOR

Fonte:  http://abcdmaior.com.br/noticia_exibir.php?noticia=66247
 
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Sobre Breno Junior

Lado a Lado com o esporte do Grande ABC. Amante e entusiasta do Esporte no interior do ABCDM.
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