Após saída de Saulo, Azulão tem camisa de ídolo vaga

São Caetano vai estrear na A-2 sem nome de referência, mas com 70% do elenco remanescente 

A camisa de goleiro do São Caetano tem significado o vínculo de um atleta do elenco com a
torcida. O conhecido título de ídolo, naturalmente, tem caído sobre a alcunha de nomes como Silvio Luiz, nos tempos áureos, ou ainda do substituto, Luiz, jogador com mais partidas pelo clube. Depois ainda vieram Rafael Santos, e por fim Saulo, que ficou no último um ano meio como porta-voz junto aos torcedores. Agora, para esta temporada, além de querer retomar o caminho do sucesso, o Azulão busca um novo capitão. Renan Rocha, novo na área, é um dos candidatos.
Contratado recentemente, Renan Rocha tem a missão de substituir o ídolo Saulo. Foto: Rodrigo Pinto
O São Caetano inicia sua trajetória na Série A-2 do Campeonato Paulista diante do Batatais no sábado (30/01), às 19h, fora de casa, e Renan deve ser o escolhido como cabeça da escalação do técnico Luís Carlos Martins. “Estou sendo escalado a princípio e espero começar jogando o torneio. Espero manter esta tradição de goleiros, e quero não só disputar a A-2, mas também ficar um bom tempo no clube”, planeja o goleiro, que veio do América de Natal e fechou contrato até o fim da competição estadual.
O treinador confia nos arqueiros indicados, e acredita ainda mais no elenco montado. Cerca de 70% do grupo que quase conseguiu o acesso tanto na A-2, quanto na Série D do Brasileiro no ano passado, se manteve. Dos titulares saíram apenas quatro nomes: Saulo, Ângelo, Leandro Carvalho e Robson.
“Fizemos uma grande temporada em 2015, infelizmente não conseguimos o que desejávamos. Mesmo assim readquirimos credibilidade. Mantivemos a base, alguns nomes importantes saíram, e reformulamos com outros. Não temos craques que desequilibram, mas temos um grupo cheio de disposição e com bastante vontade de vestir a camisa do São Caetano”, opina Martins.
Neste ano, apenas dois times subirão à elite, enquanto seis caem para a terceira divisão. O objetivo, como não poderia deixar de ser, é se classificar entre os oito primeiros, já que nesta edição haverá mata-mata. “Será um campeonato muito duro e claro que o objetivo é a classificação, melhor ainda se for entre os primeiros. Sinto que os jogadores entendem a responsabilidade e o elenco é competitivo. Teremos logo nos primeiros quatro jogos, nove pontos fora e apenas três em casa. A expectativa é boa, mas sabemos que não terá partida fácil.”
Na vaga dos titulares que deixaram o São Caetano, o técnico trabalha com os novos reforços - num total de nove contratações - ou ainda velhos conhecidos. A escalação inicial deve ser formada por: Renan Rocha; Graffite, Sandoval, Júnior Alves e Bruno Recife; Ferreira, Esley, Neto e Daniel Costa; Diego Sales (Júlio Cesar) e Jô.
Como de praxe, Martins foi categórico sobre seu trabalho e o que espera do Azulão em busca do acesso. “Temos três formas bem definidas taticamente e sei que eles estão se cuidando, dormindo e se alimentando bem. Espero uma equipe que tome poucos gols, como é a marca dos meus times, e tenha segurança”, finalizou.

Ao lado de rival, time vai fazer 19 jogos em dois meses

A Série A-2 do Paulista trará a insalubre rotina para os atletas profissionais. A primeira fase, de classificação, terá 19 rodadas em apenas dois meses, com jogos distribuídos nos sete dias da semana. Nesta condição estão o São Caetano e o vizinho Santo André.
Para vencer esta missão, o fisiologista do Azulão, José França, comemora o fator de a maior parte do elenco ser o mesmo da última temporada. “Para nós foi bom manter 70% do grupo. Então, temos o histórico de todos, não tivemos muitas lesões, e estamos dando sequência a um trabalho, não estamos iniciando do zero. Para os jogadores que chegaram, nós tivemos tempo para dar essa base e hoje agora estamos fazendo apenas ajustes para a competição”, comentou.
França destaca a parte muscular com o principal objetivo no tratamento dos atletas para conseguir corresponder em campo. “Realmente é uma maratona. A parte muscular estando equilibrada, a bola vai ‘embora’. Com a base sendo feita, bem alinhada, basicamente é manutenção entre os jogos, descanso e atenção com algum que sentir um desconforto maior.”
A ideia do profissional é manter o elenco forte do início ao final, sem picos de rendimento. “Pelo grupo ter se mantido em grande parte deveremos ter a facilidade de manter o elenco regular. Haverá alguma alternância dependendo da adequação ao trabalho do treinador, mas espero manter uma constante”, concluiu.
Neste quesito, o Ramalhão sai atrás. Já que a grande maioria dos reforços foi contratado neste ano e ainda está se conhecendo, com diferenças visíveis na parte física.

Fonte:  http://www.abcdmaior.com.br/materias/esportes/apos-saida-de-saulo-azulao-tem-camisa-de-idolo-vaga

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Sobre Breno Junior

Lado a Lado com o esporte do Grande ABC. Amante e entusiasta do Esporte no interior do ABCDM.
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